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CPi: Queiroga diz que isolamento vertical é uma tática ultrapassada

Ministro da Saúde declarou também que estratégia da pasta é a vacinação, não a busca da imunidade de rebanho

06/05/2021 14h45
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Por: Redação Interativa Fonte: R7
Queiroga defende máscaras mesmo após imunizaçaõ - (Foto: Adriano Machado/ REUTERS 06.05.2021)
Queiroga defende máscaras mesmo após imunizaçaõ - (Foto: Adriano Machado/ REUTERS 06.05.2021)

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou na tarde desta quinta-feira (6) que a tese de isolamento vertical já foi descartada pelos cientistas como medida de contenção da pandemia de covid-19.

Em 2020, governo federal lançou campanha por isolamento vertical.

O isolamento vertical, que chegou a ser defendido algumas vezes pelo presidente Jair Bolsonaro, consiste em manter em casa apenas pessoas idosas ou com comorbidades, públicos que tinham o maior número de vítimas no início da pandemia.

"Isolamento verticial é algo do início da pandemia, mas isso foi abandonado."

Ele disse não conhecer qualquer país que tenha adotado a tática, já ultrapassada.

Lembrado pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) que a tese foi algumas vezes sugerida pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, Queiroga preferiu não comentar.

O ministro citou apenas que "essa é uma opinião do presidente".

Na quarta-feira (5), o ex-ministro da Saúde Nelson Teich também foi questionado sobre o assunto e disse que "defender isolamento vertical é um erro".

Queiroga declarou também que as aglomerações contribuem para o aumento das infecções. Após sua fala, Randolfe Rodrigues afirmou que Bolsonaro realizou, desde o início da pandemia, pelo menos quarenta eventos em que vários pessoas ficaram próximas. O ministro ficou calado.

O titular da Saúde também se mostrou contrário à defesa da imunidade de rebanho, que sugere a liberação dos contágios para se atingir logo um percentual alto de pessoas imunizadas.

"Isso também representaria mais mortes", disse Queiroga. "O Ministério da Saúde tem como estratégia [para o combate à pandemia de covid] a vacinação em massa da população."

Segundo ele, já se percebe a redução do número de óbitos entre os idosos por causa da campanha de imunização do país.

O médico declarou ainda que sua pasta prega o uso de máscaras e o distanciamento. "E eventualmente, naqueles municípios em situação pior da doença, adotar medidas mais severas." Ele não falou, no entanto, que autorizaria um lockdown.

Queiroga comentou ainda que será necessário manter as chamadas medidas não farmacológicas (máscaras e distanciamento) mesmo após a imunização de boa parte da população.

A sessão que ouvia o titular da pasta da Saúde foi interrompida por volta de 14h20 e foi retomada vinte minutos depois.

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