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Procuradora da Lava Jato pede desculpas a Lula por ironizar mortes

Ela foi uma das citadas nos diálogos vazados que mostraram membros do MPF ironizando a morte de Marisa Letícia, mulher de Lula, em 2017

28/08/2019 09h09Atualizado há 3 semanas
Por: Redação Interativa
Fonte: Veja
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A procuradora Jerusa Viecili, da Força-Tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba (Reprodução/Twitter/Reprodução)
A procuradora Jerusa Viecili, da Força-Tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba (Reprodução/Twitter/Reprodução)

A procuradora Jerusa Viecili, integrante da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba, publicou na noite desta terça-feira, 27, na rede social Twitter, um pedido de desculpas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Ela trocou mensagens no aplicativo Telegram com outros procuradores da força-tarefa que tratava a morte de Marisa Letícia, mulher do ex-presidente Lula, e o luto do petista com falecimentos de irmão e neto com ironia e tom conspiratório.

No Twitter, Jerusa escreveu: “Errei. E minha consciência me leva a fazer o correto: pedir desculpas à pessoa diretamente afetada, o ex-presidente Lula”.

Errei.

E minha consciência me leva a fazer o correto: pedir desculpas à pessoa diretamente afetada, o ex-presidente Lula.

— Jerusa B. Viecili (@jerusabv) August 28, 2019

Jerusa Viecili aparece nos diálogos vazados em dois momentos. No primeiro deles, ela respondeu de maneira jocosa a notícia da morte de Marisa Letícia ao escrever “Querem que eu fique pro enterro?”

Depois, ela compartilhou a notícia da morte do neto de Lula, Arthur, seguida da mensagem: “Preparem para nova novela ida ao velório.” Quando os procuradores comentavam sobre a ligação que Gilmar Mendes fez ao petista, durante o velório do menino Arthur, e que teria deixado Lula em prantos, Jerusa acrescentou: “GM (Gilmar Mendes) não dá ponto sem nó”.

Em resposta ao tuíte, alguns internautas elogiaram a postura da procuradora e lembraram que a iniciativa confirma que as mensagens divulgadas pelo site The Intercept Brasil são verdadeiras. Isso contraria a estratégia que a Lava Jato mantém desde o começo da divulgação dos diálogos, de questionar a autenticidade dessas conversas vazadas

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