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20 de maio de 2012

Papo animal

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Postado por: Revista Interativa

Que ter bichinho de estimação faz bem, todo mundo sabe. O que nem todos têm conhecimento é que, além de fazer companhia e ajudar no desenvolvimento da afetividade, cães, gatos, peixes, pássaros e até moluscos têm um fim terapêutico muito interessante. A participação destes animais na melhora e tratamento de crianças e idosos é uma realidade conhecida como zooterapia!

 

A atividade terapêutica é realizada com a presença de animais. São exercícios que trabalham vários aspectos da afetividade, tanto dos pacientes como do próprio bichinho. Esta prática é definida como a ‘ciência da observação do comportamento animal’.

Sílvia Jansen é presidente da Ateac – Instituto para Atividades, Terapia e Educação Assistida – uma ONG de Campinas que realiza trabalhos terapêuticos com animais na ala de pediatria do HC da Unicamp. Um projeto que vem dando frutos graças a parcerias importantes e o calor humano do voluntariado. “O trabalho funciona com uma equipe multidisciplinar de diversas áreas e os animais passam por uma avaliação de saúde e comportamento com nossos veterinários. Os atendimentos são feitos com pacientes de todas as idades e isso varia de caso para caso”, explicou.

A entidade surgiu a partir de uma experiência vivida por Sílvia, que tem um filho com Síndrome de Asperger (autista de alto funcionamento) e que apresentou uma grande mudança em sua autoestima depois que ganhou um cão da raça labrador como amigo. A interação entre homem e animal a motivou iniciar o trabalho que, depois de algum tempo, veio beneficiar dezenas de outras crianças.

Quem realiza um trabalho forte também na área de zooterapia são os pesquisadores da Universidade de São Paulo, no campus de Pirassununga. Uma equipe de profissionais qualificados visita entidades filantrópicas, escolas e asilos com o objetivo de colocar em prática os métodos terapêuticos no tratamento de cada grupo. Segundo a coordenadora do projeto da USP, Maria de Fátima Martins, “não são todos os animais que estão qualificados a realizar essas atividades. Eles precisam ser treinados, amados e cada membro da equipe precisa conhecê-los, respeitá-los e compreender seus comportamentos”, disse.

Maria de Fátima reforça que a zooterapia não é uma atividade apenas para o homem, ela beneficia também os animais, por isso a importância de que eles sejam treinados e recebam carinho. “Cada paciente reage de uma maneira diferente e o profissional precisa saber que metodologia usar. Uma criança hiperativa, por exemplo, é trabalhada com animais menores que exigem mais atenção em relação à respiração e aos pequenos movimentos. Já com idosos o tratamento costuma funcionar com pássaros e sons, uma vez que eles nem sempre têm uma boa visão”, lembrou.






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