Na obra literária “Nineteen Eighty-Four” (1948), George Orwell, escritor inglês opositor ao totalitarismo, relata uma história futurista onde o governo controlava a população por meio de teletelas, alguns televisores capazes de vigiar os cidadãos, chamado de “Grande Irmão”. Desde então, a ideia de ser vigiado constantemente começou a fazer parte da vida da população mundial e aos poucos essa “ficção” tornou-se extremamente real, uma era em que quase todos os nossos passos são vigiados.
Bem-vindo ao Big Brother
Passear pelos shoppings, restaurantes, parques, lojas e até ruas já não é mais como há algumas décadas atrás. Desde os ataques de 11 de setembro, a vigilância aumentou em todo o mundo. Câmeras de todos os tipos e tamanhos registram cada passo que é dado ao alcance de suas lentes. Mas isso era apenas o começo. No início deste ano foi descoberto que o iPhone registrava secretamente a localização do usuário, assim como o Android e o Windows Phone.
As tecnologias estão cada vez mais ousadas quando o assunto é localização. Com as operadoras de telefonia o avanço foi igual: basta estar com o celular ligado e… Voilà! Mentir para a namorada sobre onde está ou para onde vai passar a ser um problema daqui para frente.
Na internet a realidade é a mesma. Somos rastreados o tempo todo. Provedores e sites conseguem saber por onde você anda e o que faz na web… Não tem como escapar.
Até tu, Facebook?
Recentemente foi descoberto um cookie no Facebook que continuava monitorando as atividades na internet, mesmo depois do usuário fazer logoff na rede social. Não foi a primeira vez que uma das maiores redes sociais enfrenta problemas com privacidade.
Espiadinha!
É claro que os sites da internet não conseguem enxergar o que você está fazendo dentro da sua casa, mas eles sabem tudo o que fazem dentro dele e isso é bastante incômodo. A privacidade é hoje uma das principais insatisfações de usuários na internet.
O conceito das redes sociais, a princípio, era dividir informações, manter contatos e estabelecer relacionamentos mais próximos entre os usuários. Rapidamente as visitas às páginas “alheias” tornaram-se “bisbilhotagens” e as travas de seguranças foram criadas.
A tecnologia veio somar à vida da população, mas controlar cada passo é algo que incomoda. Uma “espiadinha” não faz mal a ninguém, desde que a privacidade não seja totalmente invadida.
Fonte de pesquisa: TecMundo
Texto: Vinícius Marchezin

