Quem foi que disse que jogar videogame é coisa de criança? Passar horas na frente da TV com o joystick (ou manete!) na mão é o passatempo favorito de muitos adultos, uma distração levada a sério e que promove encontros, disputas e muita recordação.
Se você tem mais de 25 anos, estes nomes possivelmente são muito comuns pra você: river raid, enduro, megamania, pitfall, enduro, pacman entre outros. Jogos do antigo Atari, lançado no Brasil em 1983, e que foi o sonho de muitos jovens por vários anos consecutivos.
O game evoluiu…
Depois da febre provocada pelo Atari, muita coisa mudou no mercado de videogames. Ano após ano a tecnologia evoluiu e os personagens dos jogos deixaram de ser “quadradinhos” e ganharam vida em três dimensões com direito a barba, cabelo e bigode. Hoje, jogar futebol no game, por exemplo, pode ser a chance de fazer parte do time dos sonhos!
Separamos apenas alguns do games mais importantes da história de sua evolução tecnológica.
Atari – O console foi lançado primeiro nos EUA em 1976, mas só chegou ao Brasil sete anos depois. A “arte gráfica” era simples, feita a partir de pixels de computador. Ainda assim seus jogos são disputados até hoje, mas numa versão mais moderna do game.
Nintendo – Ele chegou ao País logo depois do Atari, mas levou um tempo para se solidificar, já que jogos como enduro, pitfall e pacman viraram mania por muitos anos. A ascensão veio com a criação de um dos personagens mais carismáticos do universo dos games: Mário Brós. Os jogos com o encanador e seus amigos ainda são os mais vendidos em todo o mundo.
Master System – Lançado inicialmente no Japão, o game produzido pela SEGA enfrentou grandes dificuldades naquele país e também nos Estados Unidos. Apenas na Europa e Brasil a história foi diferente, locais onde atingiram grandes sucessos rapidamente. O fracasso nas duas grandes potências internacionais levou à criação do Mega Drive, que superou todas as expectativas e expandiu pelo mundo.
PlayStation – O console apresentado pela Sony foi um grande salto no mercado de videogames. Além de apresentar um designer diferenciado, foi no “Play 1” que a empresa introduziu o primeiro “memory card”. Já existem três versões do game: o PS2 foi uma revolução tecnológica com jogos em 3D; e o PS3, lançado em 2006, manteve a hegemonia da marca com novos recursos de armazenamento de dados e tecnologias avançadas.
Xbox 360 – O console compete no mercado da chamada sétima geração de videogames, ao lado do PS3 e Wii. Ele foi produzido pela Microsoft com colaboração da Intel e Nvidia. Sua principal característica é o processador central.
Fontes: VGChartz e Wikipédia
Coisa de gente grande!
“Shimbika Maria”. O nome é estranho, mas esta foi a denominação escolhida por um grupo de amigos para os torneios de futebol no videogame.
A história começou em 1998 junto com uma das primeiras versões do Winning Eleven, no primeiro Playstation. Hoje, 13 anos depois, as disputas continuam tão intensas quanto no início. Coisa de criança? Longe disso! Para participar de um “Shimbika” o novato deve ser aprovado pelos integrantes (nenhum com menos de 30 anos de idade) e seguir suas regras. Para trocar de time, por exemplo, é preciso que os competidores apertem as mãos e façam a mudança na presença de uma testemunha. “É um ritual que criamos desde o início para evitar confusões. Shimbika, pra gente, é coisa muito séria. Existe também um código de ética que não permite comemorações mais exaltadas, embora já tenha presenciado muito marmanjo chorando depois de uma derrota”, contou o advogado Wilson Miranda, integrante do grupo que eles denominam “o clã”. Ainda segundo ele, um do os maiores atrativos do torneio são as narrações e imitações animadas feitas pelos jogadores para incentivar ou irritar os adversários. “Quem não tem nervos de ferro se perde facilmente”, completou.
Mas esta não é a única história de adultos que fazem tudo por um videogame. Tem gente que gasta uma grana alta para garantir a mais moderna versão do “brinquedo”. Ronaldo Andrade tem 42 anos e um filho de sete. Suas últimas aquisições foram o PS3 e Wii (console produzido pela Nintendo, com controle sem fios capaz de detectar movimentos em 3D). “Digo que comprei para ensinar o meu filho, mas quem acaba passando horas na frente da TV sou eu. Não tenho vergonha, é uma distração que me faz bem e une a família. Com o Wii minha esposa também pode jogar”, finalizou.

