Mães de primeira viagem quase nunca escapam desta: a barriga começa a crescer, o desejo sexual diminui e junto com as expectativas e medos de uma primeira gestação, vêm também as dezenas de dúvidas sobre a sexualidade neste período. Afinal, posso transar durante a gravidez? Se ela não for de risco, não só pode como deve! Entenda um pouco mais sobre o que acontece com o corpo da mulher – e a vida do casal – durante a espera do bebê!
Recentemente a atriz Giovanna Antonelli deu uma declaração para a revista Marie Claire dizendo que “fazer sexo durante a gravidez é o máximo. O prazer é o mesmo, só que é com a pessoa que você ama, de quem está esperando um filho e com quem está idealizando uma vida”. Porém está não é a realidade de todas as mulheres. Paula* é mãe de duas meninas: Ana, com quatro anos, e Bianca, com um ano e meio. Durante as duas gestações sua libido desapareceu. “Eu não sentia vontade de manter relações sexuais com meu marido, mas não disse isso a ele para não magoá-lo. Só no final é que consegui evitar, mas usei como desculpa o tamanho da minha barriga. Disse que era desconfortável e pedi para ele ter paciência”, contou.
O terapeuta sexual Luiz Roberto Xavier explica que o que houve com Paula é mais comum do que se imagina. “São vários os fatores que podem influenciar a libido durante a gestação. Alguns são questões hormonais e outros são causas emocionais, como ansiedade, insegurança e até o medo de sofrer um aborto. Tem mulheres que não planejam a gravidez e sentem-se culpadas por isso, o que pode fazê-las perder temporariamente o desejo”, explicou.
Há também aquelas mulheres que não dispensam o sexo por nada. “Estava grávida de oito meses e meu marido me levou para passear. A noite foi tão prazerosa que senti vontade de transar dentro do carro. Ele não acreditou, mas fui tão convincente que rolou e foi fantástico. Tivemos que fazer adaptações, claro, porque a barriga estava enorme. Só parei mesmo duas semanas antes de o Lucas nascer porque a expectativa da chegada dele estava me deixando ansiosa, só por isso”, contou Rafaela*, que faz questão de incentivar a prática do sexo durante a gestação.
Xavier reforça que gravidez não é doença e que existem vários tabus e preconceitos que afastam o casal durante a gestação. “Há pessoas que acreditam que maternidade e sexo não combinam. Esta ideia está completamente equivocada. Se a gravidez não é de risco e os desejos estão normais, ela pode e deve manter relações com o parceiro do primeiro ao último dia de gestação”.
Criatividade em Cena
Durante a gestação a mulher passa por diversas fases que podem influenciar no seu desejo sexual, uma delas é baixa autoestima, principalmente porque seu corpo está em mudança. Ela pode se sentir feia e não mais atraente, por isso o parceiro deve estar atento a estes sinais. Na hora da transa é importante usar a criatividade e estímulos para que o sexo não passe a ser apenas uma obrigação, mas continue exercendo sua função de melhorar o relacionamento do casal e a harmonia na cama.
O papel do pai
Algo também muito comum no período de gestação é o pai ter ciúmes do filho, uma vez que toda a atenção volta-se para a mãe e para o bebê. “Apesar de ser comum isso acontecer, não é saudável. O marido precisa entender que a gravidez é uma fase de um processo natural e ele faz parte disto. É ele quem protege a família, quem dá o conforto para que a gestação aconteça da melhor forma possível. O pai é parte fundamental da gravidez”, explicou Xavier.
*Nomes preservados a pedido da fonte.

