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20 de maio de 2012

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Postado por: Revista Interativa

Diante das incertezas da vida um sentimento move o ser humano, independente da sua cor, da sua religião e da sua criação. Estamos falando da fé, símbolo de positivismo que acompanha o homem desde os primórdios da vida na Terra.

Fé

A palavra está presente em todos os livros sagrados já escritos, como a bíblia, o alcorão entre outros. A mesma está presente no dia a dia dos bilhões de seres humanos que caminham pelo planeta. Quem nunca ouviu expressões como “você precisa ter fé” ou “você precisa acreditar em algo”? Por mais variadas que sejam as denominações religiosas, todas criam um único mecanismo para atrair a atenção dos fiéis: a fé. A presença tão constante do termo em nossa vida já fisgou até os cientistas e pesquisadores. Importantes universidades já estudaram sobre os efeitos que ela proporciona em nosso espírito e, principalmente, em nosso corpo.

 

Temos de ter fé?

Desde que o homem passou a escrever a sua história ele sempre se viu motivado por este elemento que não vemos, não pegamos, mas sentimentos e vibramos. Sempre buscamos uma explicação do por que estamos na Terra e tentamos provar para nós o porquê da existência, que é a motivação chave para entender o nosso objetivo aqui.

Segundo o teólogo Carlos Augusto Vailatti, a fé pode ser interpretada em diversos fatores, mas apenas com um significado: o da sua palavra. “A palavra fé vem do latim “fides”, cujos significados são confiança e crédito”. Para ele, o vocábulo pode ser utilizado em dois sentidos: o da religião e o da racionalidade.

É neste ponto que surge uma questão. Será que é possível encontrar algum homem que não tenha fé? “Eu digo, sem medo de errar, que a fé é tão indispensável para o ser humano quanto o são também o ar, a água e a respiração para a manutenção da própria existência. Aliás, não há nenhum ser humano que não tenha fé”, disse.

Para ter base no conceito, o teólogo cita até mesmo os ateus, que segundo ele, desde o mais veemente até o cético mais impetuoso expressam e vivenciam algum tipo de fé. “Estas pessoas, ao contrário do que muitos possam pensar, têm fé em suas ideologias, em suas filosofias e em seus princípios e convicções de vida, o que, em última análise, as tornam, de certa forma, “crentes”. Portanto, empiricamente falando, não existe uma única pessoa no mundo da qual se possa dizer que é não-crente”, completou.

Seu Amado Gomes, a esposa Maria das Neves e todos os seus familiares tem uma opinião e vivência bem sólidas sobre o “poder da fé”. Depois de um acidente grave ocorrido com o filho, o casal encontrou na fé em Deus o segredo da esperança. “Meu filho foi desacreditado pelos médicos que deram a ele apenas alguns dias de vida. Mas nossa fé e a corrente de orações fizeram ele voltar pra gente. Nunca tive dúvida de que Deus agiria desta forma. Foi o nosso milagre, um milagre de fé”, disse.

Everaldo das Neves Gomes, filho de seu Amado, é mecânico de manutenção e teve a cabeça atingida por uma peça durante a limpeza de uma máquina. Ficou 20 dias em coma e acordou praticamente sem sequelas. “Eu também sempre tive muita fé e acreditei muito em Deus, mas depois de ter passado por isso, minha fé só aumentou. Eu vivi um milagre e sei o que é isso. Ainda hoje os médicos, quando me vêem, sempre dizem: ‘não acredito que você conseguiu e está aqui com a gente. É um milagre’. Fico feliz por isso”, contou.

 

Crer para quê?

Porque precisamos tanto acreditar em algo? Para o teólogo, a resposta está na essência do ser humano acreditar em um ser transcendente, em uma força infinita superior ou em algo que está muito além de nós, que nos escapa à razão e ao intelecto. “Desde a infância até a fase adulta, a fé, a esperança e a crença, de alguma forma, estão sempre presentes em nossa vida. Tais elementos são verificados em todas as culturas e sociedades de todas as épocas e lugares e nós nascemos programados para crer em algo ou alguém”, explicou.

O padre Pricílio Jerônymo define a fé de uma forma simples e singela. “A fé é o fundamento da esperança e uma certeza a respeito do que não se vê, mas se sente”. Para muitos, ela é capaz de modificar a vida das pessoas e sempre pelo lado positivo. É o que diz a estudante de teologia e jornalista Gabriela Córnea Furlan que defende a necessidade do homem ter a fé em sua base. “É preciso crer, ela modifica a nossa vida e chega a transformá-la”, disse.

É este poder de transformação citado pela jornalista que tem sido estudado por muitos cientistas e, em alguns casos, provou os benefícios para o indivíduo e para a sociedade que a fé proporciona. Este poder transformador tem sido amplamente admitido inclusive pela própria ciência. Tais benefícios se traduzem, por exemplo, em vários estudos, cujos resultados apontam positivamente em direção à relação entre fé e saúde, espiritualidade e sexo, espiritualidade e desempenho profissional.

A dona de casa Rosária Ap. Spatti Lívio e seu esposo, Francisco Orivaldo Lívio, tiveram, no início de 2011, suas vidas transformadas graças à fé. Depois de levar, o que se acredita ser uma picada de algum bicho, e desenvolver no braço uma espécie de “alergia”, dona Rosária foi parar na UTI, onde ficou por três dias. Ela conta que se lembra de ouvir as pessoas (possivelmente enfermeiros ou médicos) comentando a possibilidade de ter que amputar seu braço caso a infecção chegasse à altura do ombro. Temente e crédula em sua fé, orou junto com seus familiares pela melhora do seu braço. “No dia seguinte a infecção havia diminuído e o médico não acreditou”. Seu Francisco vai além: “A gente sempre espera o melhor, mas temos que aceitar o que Deus oferecer sem perder a fé. Foi isso que aconteceu com a gente: a esperança e a fé de que ela iria melhorar”, contou emocionado.

 

O segredo

Ao contrário da jornalista, alguns defendem que para ter fé não é preciso defender uma crença ou buscar uma religião. É o que pensa o músico Luciano Freitas. “Desde os primórdios, o homem só conseguia explicar a si mesmo através do pensamento religioso que sempre lutou contra o pensamento filosófico [...] Não tenho a fé embutida na conotação religiosa que é aquela de ter uma opinião de que algo é verdade, sem qualquer tipo de prova ou critério objetivo de verificação [...]”, defendeu.

O ato de crer em algo para transformar vai ainda além. A lei da atração, onde a premissa de que, quando você deseja verdadeiramente algo o universo conspira ao seu favor, é levada a sério por muitas pessoas no mundo todo. “É emocionante a certeza da conquista quando você realmente acredita nela. Eu precisava receber um prêmio para poder fazer uma viagem e estudar seis meses nos Estados Unidos. Eu desejei com tanta força e me fiz acreditar que ele realmente viria. Não deu outra. Conquistei o que mais desejava e sei que isso foi resultado do meu trabalho, mas também dos meus pensamentos. Acredito que coisas boas atraem coisas boas, assim como pensamentos ruins, resultados ruins”, contou a artista plástica Larissa Mendes.

O livro The Secret (O segredo), do autor Rhonda Byrne, trata exatamente disto: a força e a energia que o pensamento proporciona. Tudo o que se desejar com fé e positivismo poderá ser alcançado.

 

Racionalidade em expansão

Pensamentos como o do músico estão cada vez mais inerentes na sociedade. Cada vez mais pessoas defendem a razão como caminho para uma vida plena, longe de qualquer crença religiosa. Em alguns países europeus, como Dinamarca e Suécia, o número de religiosos têm caído a cada pesquisa. Para o teólogo, esta tendência é verídica e confirma a racionalização da nossa sociedade. “Creio que essa tendência existe e é irreversível. Querendo ou não, já vivemos em um mundo globalizado tecnológica e cientificamente e, neste mundo, vivemos influenciados, sobretudo, por uma ideologia stevejobsiana que, boa ou não, veio para ficar”, explicou.

Mesmo diante desta nova realidade, o teólogo é enfático ao defender que dentro desta razão sempre existirá um espaço para o plural de crenças. “Alguns traços marcantes da sociedade pós-moderna é o pluralismo religioso, o misticismo e o relativismo, dentre outros. Em geral, essa nossa sociedade mais racional e mais científica, por mais incrível que pareça, também está cada vez mais religiosa, crente, espiritualizada e mística. E esses contrastes e extremos são percebidos, sobretudo, em nosso Brasil”, concluiu.

E você, tem fé em quê?






Um Comentário


  1. Danielle M.Queiroz

    Sou movida e guiada pela Fé muitas vezes penso em desanimar ou desistir mas quando olho para o ceu e vejo que tenho um DEUS maravilhoso que cuida de mim tudo mudo, o mundo pode estar despencando em minha cabeça a Fé tudo na vida de uma pessoa, quantas e quantas vezes penso que algo nao vai acontecer é incrivel nos 48 do segundo tempo acontece sempre o que estou esperando nao sei o que seria de mim sem a Fé e sem o meu maravilhoso e grandioso DEUS que sao tudo nao minha vida
    Achei maravilhosa a materia pena que muitos ainda nao acreditam ou nao tenham a Fé



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