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02/11/2018 ás 12h17 - atualizada em 02/11/2018 ás 11h22

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China critica aproximação de Bolsonaro aos EUA de Trump
Brasil aproximará dos Estados Unidos
China critica aproximação de Bolsonaro aos EUA de Trump
Foto: Reprodução

SÃO PAULO – A China fez um duro alerta ao presidente eleito Jair Bolsonaro e apontou que, se a opção do Brasil em 2019 for por seguir a linha de Donald Trump e romper acordos com Pequim, quem sofrerá será a economia brasileira.


 


A forma encontrada pela China para mandar o recado foi a publicação de um editorial em seu principal jornal estatal, com versão em língua inglesa. No China Daily, o texto não deixa dúvidas da irritação que Bolsonaro já criou em Pequim.


 


O jornal é uma espécie de porta-voz ao mundo do governo chinês e usado para mandar mensagens a parceiros.


 


Segundo o editorial, as exportações brasileiras “não apenas ajudaram a alimentar o rápido crescimento da China. Mas também apoiaram o forte crescimento do Brasil”.


 


Para os chineses, portanto, criticar Pequim “pode servir para algum objetivo político específico”. “Mas o custo econômico pode ser duro para a economia brasileira, que acaba de sair de sua pior recessão da história.”


 


“Ainda que Bolsonaro tenha imitado o presidente dos EUA ao ser vocal e ultrajante para captar a imaginação dos eleitores, não existe razão para que ele copie as políticas de Trump”, alertaram os chineses.


 


Bolsonaro, ao longo da campanha presidencial, criticou a China. Em fevereiro, ele ainda visitou Taiwan, o que deixou Pequim irritada. Sabendo que Bolsonaro poderia ser um forte concorrente para a Presidência, a embaixada chinesa enviou uma carta de protesto.


 


Nela, Pequim expressava sua “profunda preocupação e indignação” e alertava que a visita era uma “afronta a soberania e integridade territorial da China” e “causa eventuais turbulências na Parceria Estratégica Global China-Brasil, na qual o intercâmbio partidário exerce um papel imprescindível”.


 


Agora, segundo o editorial, empresários chineses operando no Brasil e autoridades em Pequim vão se colocar a pergunta: “até que ponto o próximo líder da maior economia da América Latina vai afetar a relação Brasil-China?”


 


“Essa é uma pergunta pertinente. Afinal, Bolsonaro é apresentado por alguns como um “Trump Tropical”, uma pessoa de direita que não apenas endossa a agenda nacionalista de Trump, mas pode copiar uma página de seu guia”, diz o texto.


 


“Ele (Bolsonaro) prometeu dar preferências a acordos bilaterais e mudar a embaixada do Brasil em Israel para Jerusalém”, indicou o texto do editorial.


 


“Além disso, ele se mostrou menos que amistoso em relação à China durante a campanha. Ele apresentou a China como um predador buscando dominar setores-chave da economia brasileira”, destacou.


 


“Não é uma surpresa, portanto, que as pessoas estejam se questionando se Bolsonaro irá, como o presidente americano fez, dar


 


“Ainda assim, esperamos que quando ele assumir a liderança da oitava maior economia do mundo, Bolsonaro olhe de forma racional e objetiva para o estado das relações Brasil-China”, disse.


 


“Ele se daria conta que a China é seu maior mercado exportador e primeira fonte de superávit comercial”, escreveu o jornal. “Mais importante: as duas economias são complementares e dificilmente competidores.”

FONTE: Agência Congresso

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