domingo, 23 de setembro de 2018
Redação: 27 99700 - 5717 / Comercial: 27 99640 -3523

22º

Min 20º Max 25º

Ensolarado

Vitoria - ES

às 09:28
Economia

08/09/2018 ás 17h36 - atualizada em 08/09/2018 ás 18h57

37

Redação Interativa

Vitória / ES

Aracruz - Sindicato Rural contesta 5º reeleição de Júlio Rocha na Federação da Agricultura do ES
Reeleição contestada por Sindicalistas
Aracruz - Sindicato Rural contesta 5º reeleição de Júlio Rocha na Federação da Agricultura do ES
Júlio Rocha foi reeleito pela 5º vez. Foto: Reprodução Internet

Sindicato Rural de Ararcruz contesta 5º reeleição de Júlio Rocha na Federação da Agricultura do ES

Atual presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo (Faes), Júlio da Silva Rocha Júnior marcou para 10 de setembro, às 9h, uma sessão de julgamento para analisar recurso administrativo impetrado pelo presidente do Sindicato Rural de Aracruz, Paulo Sérgio Barcelos Pimentel, reivindicando anulação do recente processo que o elegeu. Pimentel pede readequação no Estatuto para evitar diversos procedimentos privilegiam a perpetuação do mesmo grupo na gestão da Faes. A eleição ocorreu com chapa única.



  • No último procedimento eleitoral, Rocha renovou seu mandato à frente da Faes pela quinta vez, desde 2006, quando substituiu o já falecido Nyder Barbosa de Menezes à frente da Federação. Procurado pela reportagem, Júlio Rocha não quis falar, e sua secretária encaminhou para a assessoria de imprensa, que emitiu a seguinte nota: 

    “Quem se manifesta é o Conselho de Representantes da Faes e qualquer informação somente ocorrerá após o dia 10”.

  • Rocha invocou o artigo 105, parágrafo terceiro do Estatuto da entidade  convocando os integrantes para uma sessão de julgamento e análise do recurso administrativo interposto pelo conselheiro representante do Sindicato Rural de Aracruz. “Assim, conforme destacamos em tópicos distintos, a eleição ora atacada necessita ser anulada por infringência às normas pré-estabelecidas”, afirmou Pimentel no recurso.

  • IMPUGNAÇÃO - No documento, ele citou a própria ata da eleição,.onde foram registrados 38 votos de um total de 45 eleitores, tendo sobrado 13 cédulas de um total de 50, o que representaria 37 votos. Pimentel destacou no pedido de anulação que “não foram respeitadas as disposições trazidas pelo Estatuto da Faes, razão que enseja a presente impugnação”. Entre essas disposições, ele diz que o presidente da Federação deve ter presidio algum dos sindicados afiliados, o que não é o caso de Júlio Rocha.

  • O atual dirigente entrou na instituição como funcionário de confiança de ex-presidente, quando assumiu o cargo funcional de secretário-executivo. “Isso porque são tamanhas as dificuldades encontradas pelos Sindicatos Rurais de nosso Estado, até mesmo para estes se mantenham de portas abertas e atuem em defesa da classe rural”, reclamou Pimentel na página cinco do recurso administrativo para o fato de um “estranho” aos sindicatos rurais continuar no comando da instituição. “Entretanto, por razões não claras, a história tem demonstrado que nos últimos anos a Federação tem sido dirigida por pessoas que nunca estiveram dentre os diretores de um Sindicato Rural”, prosseguiu.

  • FALTOSOS ENTRE ELEITOS - Pimentel ainda citou o fato de o Estatuto da Faes definir que os filiados não podem faltar três reuniões consecutivas ou cinco alternadas do Conselho de Representantes, sob o risco de a entidade que representa ser punida com a suspensão de seus direitos associativos ou até eliminação do quadro social. Entre os eleitos na chapa única há pessoas que estão nesta situação, completou. “Fica fácil perceber que dentre os eleitos alguns não se enquadram nas disposições do artigo 9° do Estatuto, eis que deixaram de comparecer, sem justa causa, a três reuniões consecutivas ou cinco alternadas do Conselho”, completou.

  • Além disso, o represente do Sindicato Rural de Aracruz apontou outras irregularidades: “Não há qualquer comprovação de que os Sindicatos atualmente associados e que participaram da eleição da Diretoria para o quadriênio 2018-2022 estejam quites com o pagamento de suas contribuições, ferindo gravemente o Estatuto, eis que a penalidade a ser imposta é a eliminação do quadro associativo”, prosseguiu.

  • MATEMÁTICA DA CHAPA ÚNICA – Pimentel ainda observou no pedido de impugnação da eleição que havia 45 Sindicatos aptos a votar e que a chapa única tinha 11 titulares e 11 membros suplentes, num total de 22 pessoas. Além desses havia mais seis que deverão compor o Conselho Fiscal, o que totaliza 28 votantes, restando 17 sindicatos sem participação nenhuma. “Qual o sentido dessa disposição estatutária uma vez que, de acordo com a atual composição, em momento algum será possível a composição de uma chapa contrária”?

  • O reclamante completou as alegações questionando a “proibição” da criação de uma chapa concorrente. “Qualquer outra chapa que queira se habilitar para o processo eleitoral da Faes encontrará um enorme desafio para a sua composição. Sendo, neste caso, fadado ao disposto no artigo 73 do Estatuto”. O artigo em questão, segundo Pimentel, determina que “Será recusado o registro de chapa que não contiver um mínimo de dois terços do número total de candidatos a cargos titulares e suplentes da Diretoria; não contiver número total de candidatos a cargos de titulares e suplentes do Conselho Fiscal e é vedada a participação de um mesmo candidato em mais de uma chapa”.

FONTE: Vitória News

O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos o direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou com palavras ofensivas. A qualquer tempo, poderemos cancelar o sistema de comentários sem necessidade de nenhum aviso prévio aos usuários e/ou a terceiros.
Comentários

0 comentários

Veja também
Facebook
© Copyright 2018 :: Todos os direitos reservados
Site desenvolvido pela Lenium