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08/08/2018 ás 12h47 - atualizada em 08/08/2018 ás 13h01

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Redação

Teresina / PI

Malária ameaça virar epidemia no Estado, alertam especialistas
Epidemia
Malária ameaça virar epidemia no Estado, alertam especialistas
infectologista Aloísio Falqueto disse que o mosquito transmissor da doença também está presente na Grande Vitória. (Foto: Leonardo Bicalho/AT)

A malária, que afeta dois municípios na região Noroeste do Estado, Vila Pavão e Barra de São Francisco, ameaça virar uma epidemia. Isso porque o mosquito transmissor da doença existe em 46 cidades capixabas.


 De acordo com especialistas, pode ocorrer de pacientes infectados na região e também de outros estados da região amazônica, como Amazonas, Rondônia e Tocantins, virem para municípios capixabas que têm o mosquito.


De acordo com o infectologista, professor da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e doutor em Medicina Tropical, Aloísio Falqueto, as espécies do mosquito prego, Anopheles darlingi e Anopheles aquasalis, existem também na região metropolitana.


“São mosquitos nativos de área rural, que ficam inclusive em campo aberto e que precisam de lagoas, águas paradas ou remansos de rio para se proliferar. Vitória não é vulnerável, mas a região rural de cidades, como Serra, Vila Velha, Cariacica e Viana têm o mosquito. Então, se vier um migrante infectado, a doença pode explodir e virar epidemia.”


Falqueto ressaltou que o período de chuvas no Estado fez com que houvesse mais mosquito. “Foi um ano propício para a proliferação do mosquito, com o aumento de lagoas e represas.”


Ele explicou que o tipo de protozoário que o mosquito está transmitindo no Estado é o mais grave que causa a malária.


“Essa espécie do parasita é a mais agressiva, o Plasmodium falciparum, pois se reproduz muito rápido e o período de incubação é curto. De sete a 10 dias, o paciente tem sintomas e transmite a doença. E, se não tratado, pode morrer.”


O infectologista e diretor do Núcleo de Doenças Infecciosas da Ufes, Reynaldo Dietze, disse que a epidemia pode acontecer pelo fato de haver mosquito em diversas cidades capixabas.


“Mas não acredito que ela ocorra. Acredito que será um surto, algo localizado. Está sendo feito bloqueio do mosquito e há tratamento da doença, com remédios.”


O infectologista Crispim Cerutti afirmou que o número de casos está aumentando, pois ainda há muitos casos suspeitos. “O importante é a população da região afetada ficar atenta aos sintomas, como febre e dores no corpo, e buscar o atendimento. Quanto mais cedo o diagnóstico, mais rápido o tratamento.”

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