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03/07/2018 ás 19h50 - atualizada em 03/07/2018 ás 19h57

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Redação

Teresina / PI

Importações fazem superávit comercial cair 17% no primeiro semestre
Crescimento nas importações é explicado pela recuperação da economia
Importações fazem superávit comercial cair 17% no primeiro semestre
Foto: Divulgação

O crescimento das importações em ritmo maior que o das exportações fez o saldo da balança comercial cair no primeiro semestre. Segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), o país exportou US$ 30,055 bilhões a mais do que importou nos seis primeiros meses do ano. O superávit é 17% inferior ao mesmo período do ano passado (US$ 36,210 bilhões).




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Saldo da balança de comércio do país no primeiro semestre teve recuo, mas ainda foi o segundo melhor da história (Agência Brasil/Arquivo)



Apesar do recuo, o superávit foi o segundo melhor da história para o primeiro semestre. Em junho, o Brasil exportou US$ 5,882 bilhões a mais do que comprou do exterior. Apesar da queda de 18,1% em relação ao superávit de US$ 7,184 bilhões registrado em junho do ano passado, o valor é o segundo melhor para o mês.


Recuperação da economia


Depois de fechar 2017 com superávit recorde de US$ 67 bilhões, a balança comercial registrou recuo no primeiro semestre provocado, principalmente pelo desempenho das importações, que cresceram 17,2% pela média diária, somando US$ 83,779 bilhões nos seis primeiros meses do ano. A alta, de acordo com o MDIC, decorre da recuperação da economia, que impulsionou as compras externas, principalmente de bens de capital (máquinas e equipamentos usados para a produção).


As exportações também aumentaram, mas em ritmo menor. No primeiro semestre, o país vendeu ao exterior US$ 113,834 bilhões, valor 5,7% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Segundo o MDIC, houve recorde de embarques de minério de ferro, de soja em grão, farelo de soja e de celulose.


Estimativa para 2018


De acordo com o MDIC, no primeiro semestre, o preço médio das mercadorias exportadas subiu 3,63%, com destaque para celulose (+28,4%), petróleo bruto (+28,1%) e semimanufaturados de ferro e aço (+27,9%). A quantidade exportada subiu 1,82%. Em relação às importações, os preços médios aumentaram 5,46%; e a quantidade comprada, 11,41% nos seis primeiros meses do ano.


Oficialmente, o Mdic estima superávit de US$ 50 bilhões neste ano. Segundo o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras e divulgada pelo Banco Central, os analistas de mercado preveem superávit de US$ 58,28 bilhões para este ano.

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