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Política

26/05/2018 ás 18h51 - atualizada em 26/05/2018 ás 18h55

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Redação

Teresina / PI

Oportunismo político nos 50 anos da Maranata no Senado
Aniversário
Oportunismo político nos 50 anos da Maranata no Senado
Foto: Reprodução
BRASÍLIA - Oportunismo político e uso indevido da imagem da igreja Maranata para promover candidatos às eleições de outubro.


O senador Magno Malta (PR) conseguiu transformar em circo político às comemorações dos 50 anos de uma das igrejas mais respeitadas do país, a Igreja Cristã Maranata.

Garantiu espaço para apenas um presidenciável falar no evento, deputado Jair Bolsonaro. Nem os senadores que concorrem à presidência foram convidados, como Álvaro Dias. E a sessão foi no Senado.

Malta também postou sua mulher, e ex-deputada Lauriete, estrategicamente atrás da tribuna dos oradores para ela aparecer bem na foto, e na TV Senado. Lauriete é candidata a deputada.

Como não é parlamentar e nem pertence a Maranata, não deveria ter se apresentado no evento. Mas cantou. E desafinou na sessão solene.

Lauriete que é cantora gospel, acabou tendo mais espaço no evento do que os deputados federais Lelo Coimbra e Vidigal, também presentes.









Para fugir de outro desafeto político, o prefeito de Vila Velha, Max Filho, o governador Paulo Hartung, também participou do evento. Mas ficou pouco tempo. Cumprimentou Magno após a fala do senador.

A homenagem que aconteceu no auditório Petrônio Portela foi aberta pelo presidente senador Eunício de Oliveira (MDB-CE). Com capacidade para 490 sentadas, o auditório estava completamente tomado por políticos e fiéis da igreja.

Foi, ainda, oferecido um enorme telão no Salão Negro, área comum entre Câmara e Senado, que acondicionou aproximadamente mais 300 pessoas que assistiram dali a homenagem aos 50 anos da Igreja Maranata.

Mais de 600 capixabas (entre os dois mil presentes do Rio, ES, BH, SP e PR) participaram da festa dos 50 anos.

Maranato

O deputado Carlos Manato (PSL-ES) que frequenta a igreja -ao ser chamado por Eunício para compor a mesa foi tratado como “Maranato”.








Procurado pela reportagem sobre o tratamento que recebeu do senador cearense, Manato afirmou que “o lapso dele [Eunício] para mim foi uma honra”.

“Eu gostaria muito de ser chamado de Maranato porque eu frequento a igreja e [eles] foram grandes responsáveis pela minha eleição”, disse. Ele é um dos coordenadores da pré-campanha de Bolsonaro que estava presente e ao discursar errou o nome do pastor-presidente da Maranata, Gedelti Gueiros.

Galhofa

Malta como de costume tirou gargalhadas dos ouvintes ao afirmar que em sua chegada no estado,  foi “salvo” por pastor da Igreja Maranata, também dentista.

Enquanto o nível dos demais discursos foi sobre os grandes desafios que o mundo enfrenta com migrações, guerras e intolerância religiosa, o de Magno foi sobre seus dentes pobres “porque eu comia muita rapadura na Bahia. E não tinha dinheiro para pagar dentista.”

Ação social

Já a senadora Rose de Freitas, pré-candidata ao governo estadual, afirmou que “instituições sólidas e verdadeiras” como a Maranata que realizam importantes ações sociais serão sempre bem-vindas como parceiras para atuar junto ao Poder Público na resolução das mazelas proporcionadas pelas drogas que acarretam muitas vezes na violência urbana.

Casagrande que também fez uso da palavra também elogiou a responsabilidade social que a Igreja Maranata promove entre seus fiéis em parceria com outras igrejas para a melhoria das condições de dignidade humana daqueles apartados pela sociedade.

“Esta igreja socorreu o ES nos momentos de crise como nas enchentes e durante a greve da PM”, destacou o ex-governador. A Agência Congresso transmitiu direto do evento.

FONTE: Agência Congresso

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