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08/01/2018 ás 23h33 - atualizada em 08/01/2018 ás 23h42

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Redação

Teresina / PI

Aracruz - Santa Cruz recebe essa semana sessões de cinema gratuitas
Sétima Arte
 Aracruz - Santa Cruz recebe essa semana sessões de cinema gratuitas
Foto: Divulgação

O charmoso balneário de Aracruz recebe nos dias 12 e 13 de janeiro o caminhão-cinema com exibição de filmes a partir das 19h


O 24º Festival de Cinema de Vitória Itinerante continua na estrada para levar o melhor do cinema brasileiro para moradores e turistas de balneários do litoral capixaba. Nesta sexta-feira (12) e sábado (13) será a charmosa Vila de Santa Cruz, em Aracruz, que recebe as exibições dessa rota de cinema a céu aberto. Lá, as sessões gratuitas acontecem na Rua Piraqueaçu a partir das 19 horas. 


Situado a cerca de 50 Km de Vitória via Rodovia ES-010, Santa de Cruz é um excelente lugar para descansar e atrai, principalmente no verão, turistas de diversas partes do Espírito Santo e do Brasil. São grupos familiares e de amigos que buscam sossego e contato com sua natureza exuberante e seu clima bucólico. O lugar conta com hotéis, pousadas, bares e outros serviços para atender o turista como passeios de barco ou escuna pelo mar e pelo Rio Piraqueaçu. Suas águas são claras e têm ondas calmas e, em alguns trechos, apresentam uma cor escura devido à proximidade com o rio.


Santa Cruz foi um dos primeiros lugares do território capixaba a receber a colonização portuguesa em meados do século XVI com a chegada de padres jesuítas. Na época, aquelas terras eram habitadas pelos índios tupiniquins sob o comando do cacique Maracaiá-Guaçu, ou Grande Gato. Atualmente, o lugar é sede de aldeias indígenas das etnias tupiniquins e guarani. 


Em 1860, Santa Cruz recebeu a visita de D. Pedro II, que pernoitou por lá e até inaugurou o chafariz público. Para abrigar o imperador, foi construído o prédio onde depois funcionou a antiga Câmara Municipal, hoje um dos dois únicos patrimônios do Município de Aracruz tombado pelo Conselho Estadual de Cultura (CEC). Outro patrimônio arquitetônico de Santa Cruz é a Igreja Matriz Nossa Senhora da Penha cuja construção foi iniciada em 1841 e que guarda em seu interior uma imagem de Jesus Cristo em tamanho natural, outro bem tombado pelo CEC.


Bem próxima da Igreja Matriz está a Fonte do Caju - outro tradicional ponto turístico e cuja água, de acordo com a lenda, dá poder poderes afrodisíacos e rejuvenescedores. Mas, infelizmente, desde novembro de 2017, sua água foi considerada imprópria para o consumo.


Filmes da Itinerância


Sucesso de crítica, "Como Nossos Pais" é escrito e dirigido por Laís Bodanzky ("Bicho de Sete Cabeças") e estrelado por Maria Ribeiro e Paulo Vilhena. Esse longa teve sua primeira exibição no Festival Internacional de Cinema de Berlim e foi premiado nas categorias Melhor Interpretação (Clarisse Abujamra), Melhor Direção e Melhor Filme (Júri Popular) no 24º Festival de Cinema de Vitória. Na trama dessa ficção, é explorado o embate de gerações que serve de pano de fundo para a abordagem de temas complexos, como a mortalidade, o feminismo e o papel da tecnologia nos relacionamentos atuais.


O Festival de Cinema de Vitória Itinerante também garantirá a diversão do público infanto-juvenil com a exibição de seis curtas-metragens que fizeram parte das últimas edições do Festivalzinho de Cinema. São eles as animações "O Projeto do Meu Pai", de Rosaria; "Luiz", de Alexandre Estevanato e "Victor", de Darcy Alcantara, Felipe Gaze e Wolmyr Alcantara; e as ficções "Braços Abertos", de Monique Lima; "A Piscina de Caíque", de Gustavo da Silva e "Hora do Lanchêêê", de Claudia Mattos.


Uma realização da Galpão Produções e do Instituto Brasil de Cultura e Arte, o 24° Festival de Cinema de Vitória Itinerante tem patrocínio do Ministério da Cultura, através da lei de incentivo à cultura, do Governo Federal e da Petrobras. Contribuindo com a formação de plateia, com a difusão do cinema nacional e com a promoção do lazer cultural, esta iniciativa também conta com o apoio da Rede Gazeta, da ArcelorMittal Tubarão, da Caixa Econômica Federal e das Prefeituras locais. Esse circuito de cinema segue até o próximo dia 02 de fevereiro e percorrerá o litoral do Espírito Santo de norte a sul.


SERVIÇO


24° Festival de Cinema de Vitória Itinerante


Santa Cruz - Aracruz - ES (Rua Piraqueaçu próximo ao Restaurante Mocambo)


- 12 de janeiro de 2018 - Filme: "Como Nossos Pais", de Laís Bodanzky


- 13 de janeiro de 2018 - Filmes: "O Projeto do Meu Pai", de Rosaria; "Luiz", de Alexandre Estevanato; "Braços Abertos", de Monique Lima; "Victor", de Darcy Alcantatra, Felipe Gaze e Wolmyr Alcantara; "A Piscina de Caíque", de Gustavo da Silva; "Hora do Lanchêêê", de Claudia Mattos.


IMPORTANTE: todas as sessões são gratuitas e têm início às 19 horas!


FILMES DA PROGRAMAÇÃO


"Como Nossos Pais", de Laís Bodanzky (Ficção, 102 minutos, 2017, SP / Classificação: 14 anos)


Sinopse: Rosa é uma mulher que quer ser perfeita em todas as suas obrigações: como profissional, mãe, filha, esposa e amante. Quanto mais tenta acertar, mais tem a sensação de estar errando. Filha de intelectuais dos anos 70 e mãe de duas meninas pré-adolescentes, ela se vê pressionada pelas duas gerações que exigem que ela seja engajada, moderna e onipresente, uma supermulher sem falhas nem vontades próprias. Rosa vê-se submergindo em culpa e fracassos, até que, em um almoço de domingo, recebe uma notícia bombástica de sua mãe. A partir desse episódio, Rosa inicia uma redescoberta de si mesma.


"O Projeto do Meu Pai", de Rosaria (Animação, 6 minutos, ES, 2016 / Classificação: livre)


Sinopse: eu tenho um amigo que diz que a gente precisa desenhar uma mesma coisa mil vezes, até ela ficar do jeito que a gente acha que é.


"Luiz", de Alexandre Estevanato (Animação, 16 minutos, SP, 2017 / Classificação: livre)


Sinopse: Luiz é uma daquelas doces crianças que têm olhos de ver. Vê pureza, vê bondade, vê o mundo com inocência, vê até um amigo imaginário! Junte-se a eles nesta delicada aventura e descubra o que há de bom na vida. E você, tem olhos de criança?


"Braços Abertos", de Monique Lima (Ficção, 9 minutos, RJ, 2017 / Classificação: livre).


Sinopse: Marquinhos um menino com Síndrome de Down, sempre sufocado pela sua mãe, nunca teve vontade de sorrir, sua vida é chata. Ele gosta de ficar sempre sozinho. Num dia indo ao novo terapeuta, Marquinhos vê um dançarino de rua e se encanta. Sua mãe o reprime, por zelo e o afasta do dançarino, impaciente, Marquinhos foge de casa enquanto sua mãe está dormindo. Nessa fuga, Marquinhos é levado a um mundo de liberdade e magia após reencontrar o dançarino, que o ajudará a viver uma vida normal e feliz. 


"Victor", de Darcy Alcantara, Felipe Gaze e Wolmyr Alcantara (Animação, 1 minuto, ES, 2016 / Classificação: livre) 


Sinopse: os pingos da chuva parecem não incomodar um estranho homem e seu surrão quando atravessam na madrugada a fachada de um cemitério na alameda mal iluminada. Enquanto o carro policial ronda a esquina, o misterioso sujeito, cuja face permanece oculta na névoa densa, aperta o passo até chegar num pequeno cômodo onde dedica o restante da madrugada ao seu enigmático projeto.


"A Piscina de Caíque", de Raphael Gustavo da Silva (Ficção, 15 minutos, GO, 2017 / Classificação: livre). 


Sinopse: sonhando em ter uma piscina, Caíque e seu amigo inseparável se divertem escorregando no chão molhado e ensaboado da área de serviço. Por causa do desperdício de água, Caíque acaba criando problemas com sua mãe.; 


"Hora do Lanchêêê", de Claudia Mattos (Ficção, 15 minutos, RJ, 2015 / Classificação: livre)


Sinopse: se não fosse pelo almoço gratuito na escola pública, os irmãos Joalisson, Joedson e Jowilson iriam ficar de barriga vazia o dia inteiro. A mãe dos meninos, que é solteira e está desempregada, tem dificuldade até mesmo para colocar comida em casa, mas não quer que os vizinhos saibam de seus problemas financeiros. Por isso, toda tarde, ela obriga as crianças a ir para a janela da frente e fingir que estão mastigando. A vizinhança toda acredita. Até quando essa farsa vai se sustentar?

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