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13/10/2016 ás 09h28 - atualizada em 13/10/2016 ás 09h34

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Teresina / PI

Pesquisa no Hospital Jayme pode reduzir custo de cirurgia na face
Pesquisa desenvolvida no Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves, na Serra, comprovou a eficácia de próteses de polímero de mamona na reconstrução de ossos da face
Pesquisa no Hospital Jayme pode reduzir custo de cirurgia na face
Foto: Divulgação

Uma pesquisa desenvolvida no Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves, na Serra, comprovou aeficácia de próteses de polímero de mamona na reconstrução de ossos da face. A descoberta podeajudar a reduzir o custo do procedimento, uma vez que o produto é fabricado com polímero demamona, uma substância sintética desenvolvida no Brasil. O biopolímero de mamona tem aaprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas ainda não existia comprovaçãocientífica sobre a efetividade do material em cirurgias nessa região do corpo.



 



O estudo é inédito e ganhou as páginas de uma das melhores publicações mundiais da área dacirurgia bucomaxilofacial, o Journal of Cranio-Maxillo-Facial Surgery. O autor da pesquisa é ocirurgião-dentista Renato Marano, especialista em traumas da face e do crânio. Ele explica que,propositalmente, os ossos em volta dos olhos são muito finos, e quando ocorre qualquer fraturanessa região, em vez de os ossos serem empurrados contra os olhos e causarem o esmagamento doglobo ocular, a parede óssea absorve o impacto e se quebra. 



 



Para entender melhor como isso funciona, é possível dizer que o sistema natural de amortecimentoda face pode ser comparado com a estrutura de um carro de Fórmula 1, que se desmancha numa colisão, mas ao mesmo tempo protege o  piloto. “A gordura ao redor dos olhos ajuda a amortecer o trauma e funciona como a cápsula de segurança onde fica o piloto nos carros de Fórmula 1. E osossos, que se quebram com o impacto, seria como a estrutura do carro, que é projetada para se desintegrar com o choque, reduzindo a força da energia que chega ao corpo do piloto”, compara o cirurgião, que é membro do corpo clínico do Hospital Dr. Jayme.



 



Marano ressalta que sem esse sistema natural de segurança a energia do trauma poderia ser transmitida para o olho e aconteceriam muito mais traumatismos oculares com a perda da visão, assim como antigamente os pilotos se feriam muito mais nos acidentes automobilísticos porque os carros eram feitos com material rígido. O cirurgião esclarece que justamente por serem esses ossos muito finos, uma vez fraturados eles dificilmente conseguem voltar a sua posição e função originais, por isso a necessidade de substituí-los por outros materiais. 



 



Segundo Marano, o objetivo da pesquisa era comparar a utilização do biopolímero de mamona com outros dois biomateriais de eficácia comprovada cientificamente nesse tipo de cirurgia, que são a tela de titânio e o polietileno de alta densidade. 



 



“A investigação não apontou relação de superioridade entre um e outro. Na comparação, observamos que o biopolímero de mamona também é um material muito bom, com a vantagem de ser um produto nacional. Além disso, o resultado da pesquisa valoriza o país e aumenta a opção de materiais para reconstrução de ossos da face”, comentou o cirurgião, que realizou o estudo como tese do doutorado que acaba de concluir na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em São Paulo. 


FONTE: Governo ES

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